O CONTROVERSO ARTISTA BANKSY NA PANDEMIA

Mais uma vez vou comentar sobre o controverso Banksy. Veja matérias anteriores neste blog:

BANKSY

BANKSY: OBRA VENDIDA POR UM MILHÃO DE LIBRAS SE AUTODESTRÓI

Uma galeria em Londres está exibindo seu trabalho e cobrando de R$ 180,00 a R$ 400,00 pela entrada. Contudo, a exposição do artista cuja identidade é desconhecida não está sendo autorizada por Banksy.

A controvérsia já começa aí. O grafite é uma arte que era para ser pública e gratuita. Uma vez o artista sendo contra a arte financista, os espectadores não deveriam assimilar o conceito dele e não ir à exposição?

Acontece que mais de 750 mil pessoas já visitaram a mostra. A maioria de suas obras são roubadas das paredes poucas horas depois de feitas e arrematadas posteriormente por valores exorbitantes.

Em Bristol, sua suposta cidade natal, foi realizada a exposição Roubando Banks, na qual os felizardos donos dos muros onde Banksy fez seus grafites arrecadaram de oitocentos a três milhões de reais.

Tudo ao redor desse artista é surreal. Ele perdeu o direito sobre uma de suas obras famosas: The Flower Thrower. O anonimato do artista impediu que ele alegasse o direito de propriedade intelectual. A empresa de cartões comemorativos que estava brigando pelo uso da imagem, Full Color Black, acrescentou que Banksy não pretende utilizar a imagem para comercialização, apesar de ter registrado o desenho em 2014.

Na pandemia, o artista fez um quadro em homenagem aos profissionais da saúde. A obra foi leiloada por 126 milhões de reais. O valor foi revertido para o serviço de saúde britânico. A imagem, em preto e branco, mostra um menino brincando com uma enfermeira de capa, deixando de lado os super-heróis em uma cesta. Esse quadro, intitulado Game Changer, apareceu em 2020 no hospital de Southampton, no sul da Inglaterra.

Outra novidade é que em 2019 o artista resolveu financiar a compra de um navio para resgatar refugiados no Mediterrâneo. Já foram resgatadas 89 pessoas, sendo o projeto financiado pelo capital conseguido com a venda de suas obras com tal tema.

O certo é que o mistério envolve cada vez mais a carreira do artista: como nunca foi flagrado por um celular ao aplicar seu trabalho em um muro? Como todos da sua equipe são tão discretos e coniventes? Como nenhuma galerista o conhece?

A comprovação da veracidade de suas obras é tida após divulgação no seu site. Além da enfermeira super-heroína, durante a quarentena Banksy divulgou uma foto do seu banheiro com ratos em diversas posições, dizendo que sua mulher detesta que trabalhe em casa. Será uma dica? Será casado?

Sempre com atitudes ativistas, outra publicação no seu site foi de uma imagem contendo a bandeira dos Estados Unidos começando a se incendiar por uma vela, acompanhada da foto de um negro e a frase “Não é problema deles, é meu”. Será outra dica? Será branco?

Imagino que ele(a) se divirta muito com essas histórias, tendo ainda o prazer de poder frequentar todos os lugares sem ser incomodado, como qualquer pessoa pública. Sem dúvida, uma jogada de mestre.

 

Leia mais em:

https://veja.abril.com.br/cultura/obra-de-banksy-bate-recorde-e-e-leiloada-por-126-milhoes-de-reais/

https://veja.abril.com.br/cultura/exposicao-de-banksy-chega-a-londres-e-reacende-discussao-sobre-sua-obra/

https://veja.abril.com.br/cultura/banksy-perde-direito-de-obra-famosa-em-disputa-judicial/

https://veja.abril.com.br/mundo/banksy-financia-barco-para-resgatar-refugiados-no-mediterraneo/

https://veja.abril.com.br/cultura/na-quarentena-banksy-espalha-com-forca-sua-arte-de-critica-social-afiada/

 

 

 

Helena Rios

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